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Linda de Suza

Por mais de 40 anos Linda de Suza cantou a miséria e a esperança, a tristeza e sorte. Cantou a história de um povo sofrido, dando alento com a sua música, a sua alegria, a sua beleza e juventude, que retratava a verdade e a simplicidade de cada português que imigrava, a sua própria realidade.

Nunca perdeu a força de acreditar em dias melhores, trazendo na voz um aveludado capaz de conquistar multidões.
Exemplo de integração, encarna também a imagem de uma mulher forte e frágil, que a vida não preparou. Numa época dura, fustigada pela miséria em Portugal, rumou a França e foi rainha, foi senhora de uma história que deu voz ao seu povo.

Sua infância difícil em Portugal, numa época de ditadura Salazarista, Teolinda Joaquina de Sousa tinha a força, a coragem e a determinação que guiou o seu caminho. Como disse Napoleão, privação e miséria são a escola do bom soldado. Teolinda tinha o perfil de um bom soldado.

Nascida a 22 de fevereiro de 1948, foi guerreira e levava no olhar a chama para conquistar um mundo novo.
Viveu num orfanato entre os 5 os 12 anos, seguindo-se uma vida de trabalho. Começa como empregada doméstica, depois empregada fabril de tecelagem, ajudando sua mãe a culmatar as necessidades da família. Nesta atmosfera digna de um romance de amor e lágrimas, a esperança de dias melhores levou Teolinda a talhar o seu destino. Aos 20 anos é mãe solteira criando sozinha seu pequeno Jeannot.

ESPERANÇA DE DIAS MELHORES...

Uma época em que a escolha era fugir à miséria em Portugal, rumou a França, assim como mais de um milhão de Português. Em 1969 Teolinda decidiu arriscar a sua sorte, para escapar da pobreza e as guerras coloniais de seu país, atravessando a fronteira ilegalmente, em busca de liberdade. Fixa-se em França com o seu filho, na procura de uma vida melhor. Com a força e a crença na sua fé ela acredita que será bem sucedida e que acabará por tocar o sol que lhe faltava.

Em pequena cantou no coro da sua aldeia. A música era o alento da sua alma, aliviando a dureza da vida cotidiana.

Quis o destino que com a sua voz fosse angariando algum sustento. Cantou em restaurantes como Chez Louisette, localizado no mercado de Saint-Ouen. Teolinda canta o tempo todo,Fado, folk.... E assim que surge a oportunidade de cantar para um grupo de clientes de elite. Aí vem a conhecer o compositor André Pascal que a apresentou a um de seus colegas, um certo Alex Alstone, que trabalhou com Charles Aznavour, Tino Rossi, Nana Mouskouri e muitos outros.

Alstone compôs uma melodia para Teolinda e apresentando-a a Buggy Vlinha que vem a escrever letras, como o lendário “Um homem Português”. Assim, com o produtor Claude Carrère assinou o seu primeiro contrato de gravação.

ENCONTRO COM FRANÇA ...

Teolinda torna-se LINDA SUZA. O primeiro 45 saiu em fevereiro de 1978. O diretor de programas RTL, transmissões Monique Le Marcis muito frequentemente no ar e logo todas as outras estações se seguiram. Em 26 de março, Linda de Suza faz o seu primeiro programa de TV grande Rendez-vous domingo, apresentado por Michel Drucker. Naquele dia, toda a França descobriu o rosto brilhante desta jovem cantora de origem portuguesa. Nos dias seguintes, sua canção “Um Português” tornou-se imensamente popular. Tudo finalmente parecia sorrir para a ex-empregada de limpeza, como ela gosta de dizer muitas vezes com humor, abandona o aspirador e escolhe o microfone.

“Um Português” foi platina. O sucesso estava implementado. A luz brilhava agora com a força de Teolinda, trazendo-lhe a merecida glória. Televisões, políticos, joias, elogios, saindo da miséria para o estrelado.

Em poucos meses torna-se numa verdadeira estrela, catalizando a esperança de milhões de emigrantes. Afinal, se Linda foi capaz de colocar cor em seus sonhos, por que os outros não podiam fazê-lo! Linda passa a ser a motivação e admiração dos emigrantes portugueses.

STAR INTERNATIONAL ...

Os sucessos musicais multiplicam-se e espalham-se por toda a Europa. As noticias chegam a Lisboa em 1979, o tema “Tiroli-Tirola” vira um sucesso em 1980, “O Malão” em 1982, “O Estrangeiro” em 1983 tornou-se disco de o ouro triplo. Em 1984, Linda de Suza canta por um periodo de 15 dias consecutivos, no palco do Olympia.

Um ano de triunfos, cantou “La Chance” e publicou uma autobiografia “Edições Carrere Lafon”, “Mala de Cartão”. O livro vendeu mais de dois milhões de cópias.

Linda de Suza vira noticia pelo mundo. Ela canta em Alemão, Inglês, Espanhol e, claro, Francês e Português. Os maiores autores escrevem para ela Charles Aznavour Jean Ferrat belas canções que ela canta com força e convicção.

MALA DE CARTÃO ...

Em 1986, La Valise de Cartão é adaptado a um musical, mas o sucesso no palco do Casino de Paris não é a nomeação. No entanto, a série de televisão que vai para o ar em 1988, seis episódios, Antenne 2 em França e em vários países, reúne milhões de telespectadores. Linda interpreta o sempre lembrado genérico. Nesse mesmo ano apresenta um novo álbum, lançado pela CBS, chamado “Simplesmente Viver” que exibe um dueto com seu filho, intitulado “Diga-me Porquê”.

Nos anos 90, Linda de Suza destino de Best-of e continua a viajar pelo mundo. Canta no Líbano, Canadá, Austrália e em todo o mundo. Em 1997, parte para Madagascar onde conheceu Padre Pedro e apoia a associação que luta contra a pobreza.

Hoje, Linda de Suza continua a ser um símbolo de uma geração sofrida pela pobreza de um país amordaçado pela ditadura. Mulher forte e frágil, às vezes misteriosa, intrigante, nunca deixou de acreditar em sua boa estrela. Com mais de 20 milhões de discos vendidos, a cantora internacional permanece no coração do público. Suas canções cheias de emoções, às vezes melancólicas, às vezes alegres, estão ancorados em nossas memórias, como tantos marcos na vida sempre dando esperança. Todas essas vidas que foram contadas por Fernando Pessoa, onde os verdadeiros mistérios são os da esperança.